No dia 09 de Janeiro fui a cidade de Floral (SP) onde reside parte da família do Tio Dito, oportunidade em que aproveitei para visitá-la, já que desde 1996 eu não a visitava. Para eternizar o máximo que puder este momento tirei esta foto junto com a Tia Cida e a Rosana (esposa e filha respectivamente do Tio Dito). Assim a conexão com o Tio Dito no além acredito que ocorreu.
Este blog busca o resgate da história desta família que tem como ponto de partida o casal Luis Baiano e Maria Baiana. Este resgate se dará recorrendo a fotos, vídeos, áudios, poemas, artigos, textos, charges e documentos (registros de nascimento, certidão de casamento, carteira de identidade e outros). Todos (filhos, netos, sobrinhos, noras, genros, amigos e conhecidos), sem exceção, estão convidados para mais esta empreitada.
sábado, 12 de janeiro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
INDO AO ENCONTRO DA BAIANADA
Em janeiro de 2019, entre os dias 07 e 10, tive a felicidade de visitar os meus parentes maternos (Família Oliveira) residentes em São Paulo, também denominados de os baianos. Vale dizer que há mais de uma década e outros até mais, eu não os via.
Desnecessário dizer que estes 03 dias estão marcados de forma indelével para mim. Confesso que absorvi muita energia positiva, afinal de contas, nestes 03 dias, esta convivência, ainda que por um período tão curto foi muito salutar, na medida que me remeteu as minhas origens, e isso, digo sem medo de errar, é muita coisa, é um privilégio.
Da esquerda para a direita: Enio, Altair, Daniel, Lilo e Josefa
Nesta foto temos também a Tia Iraci
Danilo, Daniel e Rosana
Em relação as fotos anteriores, acrescentei João Binga e Cida Oliveira
Nesta foto foram acrescentados
da esquerda para a direita: Daniel Oliveira (filho do Enio), Daniel Lopes (filho da Cida Lopes), Cida Lopes e Licio
Altair e Danilo
INDO AO ENCONTRO DA BAIANADA
Em janeiro de 2019, entre os dias 07 e 10, tive a felicidade de visitar os meus parentes maternos (Família Oliveira) residentes em São Paulo, também denominados de os baianos. Vale dizer que há mais de uma década e outros até mais, eu não os via. Nesta sequência de fotos temos a identificação da baianada, sempre da esquerda para a direita:
Enio Oliveira,
Altair Oliveira, Daniel Oliveira, o Tio Lilo e Josefa Ferreira
Tio Lilo, Enio Oliveira,
Josefa Ferreira, Iraci Oliveira e Daniel Oliveira
João Binga, Aparecida Oliveira, Zezinho Oliveira,
Tio Lilo, Enio Oliveira, Daniel Oliveira e Josefa Ferreira
Danilo Oliveira,
Daniel Oliveira, Rosana Oliveira
Enio Oliveira, Josefa Ferreira, Daniel Oliveira,
Iracy Oliveira, Tio Lilo e Danilo Oliveira
Tio Lilo, Aparecida Oliveira, Zezinho Oliveira,
Enio Oliveira, Daniel Oliveira e Josefa Ferreira
Daniel Oliveira, Daniel Oliveira, Aparecida Oliveira,
Enio Oliveira, Lício, Josefa Ferreira
Daniel Oliveira, Daniel Oliveira, Aparecida Oliveira, Enio Oliveira, Lício
Josefa Ferreira
Altair Oliveira e Danilo Oliveira
Desnecessário dizer que estes 03 dias estão marcados de forma indelével para mim. Confesso que absorvi muita energia positiva, afinal de contas, nestes 03 dias, esta convivência, ainda que por um período tão curto foi muito salutar, na medida que me remeteu as minhas origens, e isso, digo sem medo de errar, é muita coisa, é um privilégio.
domingo, 23 de dezembro de 2018
ESTÓRIAS QUE O POVO CONTAVA
Na década de 1970, existiu
um pistoleiro, cujo nome
era Cássio ou Acássio, deveras muito temido pela população de Dourados e região.
Os delegados de polícia temiam enfrentá-lo. Já o povo, como é de praxe,
demonstrando o quanto o imaginário popular é fértil, contava várias estórias sobre
este bandido. Alguns diziam: “ele tem o poder de se camuflar na forma de um cupim,
de uma árvore, etc., e desta forma escapar da perseguição policial.”
Porém, não demorou muito, este
marginal foi abatido pela polícia e a população voltou a respirar aliviada,
inclusive, no São Lourenço.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
A HISTÓRICA E FOLCLÓRICA JARDINEIRA
Esta é a foto de uma Jardineira similar a relatada neste texto.
Nas décadas de 1960 e 1970, os camponeses
residentes em São Lourenço, para virem a Dourados, tomavam a histórica e folclórica
Jardineira, similar ao veículo da foto abaixo. O interessante é que na Jardineira era transportado de tudo (gente,
galinha, fogão, porcos e galinhas vivos, mercadorias, etc).
A estrada, denominada naquele período de reta,
atualmente a rodovia BR-163, ligando Dourados a Caarapó, entre outras cidades, não
era asfaltada. Transitar por ela era difícil quando estava seco porque tinha muito
poeira e era muito irregular devido as centenas de milhares de buracos de
pequeno porte e que provocavam solavancos, dando a impressão de que iria arrancar
o boff da gente (linguajar dos camponeses de então) Boff significa tripa, buchada; e nos dias de
chuva, o problema era os atolamentos.
Eu mesmo viajei algumas vezes na Jardineira, como
era criança achava tudo um barato.
Observação: as jardineiras não circulavam
diariamente, passava um, dois ou mais dias para circular.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
CONVERSAS DOS CAMPONESES DE SÃO LOURENÇO SOBRE O HOMEM DA CIDADE?
CONVERSAS DOS
CAMPONESES SOBRE O HOMEM DA CIDADE?
Vou narrar aqui falas comuns aos camponeses residentes em São Lourenço
quando vinham a Dourados. Os camponeses
periodicamente iam a cidade de Dourados, e, um pouco menos a Caarapó e até a
Vila Nova América. Estas visitas eram
feitas periodicamente, às vezes uma vez ao mês, ou com periodicidade maior (três,
cinco ou seis meses) e por vezes, porque não dizer? !!! Anualmente. Na cidade
os camponeses iam para comercializar o excedente de sua produção,
especialmente, o arroz, comprar mantimentos, produtos industrializados (querosene,
fósforo, açúcar, farinha de trigo, fumo, etc).
E aqui me refiro as falas de diversas famílias camponesas residentes em
são Lourenço: Ribeiro, Oliveira, Ferreira,
Lopes, Ricardi, Alexandre, Bispo, Marcelino, etc.
Pois bem, os camponeses ficavam perplexos com as práticas do homem,
digamos urbano – assim me expresso porque na verdade estas cidades ainda cultivavam
hábitos, os mais variados, típicos de comunidades rurais. Vejamos algumas das
falas:
“na
cidade as pessoas não usam mais chapéu, apesar de o sol ser muito quente. Pode uma coisa dessas? Vão cozinhar o miolo da
cabeça (o cérebro)”. Também comentavam: “o fulano trabalha numa repartição pública
ou comércio, e como não toma mais sol, a pele tá amarela”. “ E a mão dele,
parece mão de moça!!!Não tem não, não senhor, mais calo na mão”
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
CARRAPICHO OU BOSTA DE BAIANO?
No São Lourenço, município de Caarapó, nos anos 1960 e 1970, ouvi muitas vezes as pessoas se referirem ao carrapicho - uma planta que produz espinhos e que ao passarmos e relarmos neles, nossas vestes ou nossa pele, os mesmos grudam - como bosta de baiano. Esta frase era e ainda é, a tradução na prática de toda uma herança de preconceito contra o nordestino no Centro do Sul do Brasil. A origem deste preconceito não é gratuita, se deu porque, no período colonial, o Nordeste era o centro econômico e político do País, condição que perdeu após o ciclo da cafeicultura para o Estado de São Paulo. Porém, receoso de que o Nordeste possa em algum momento recuperar este status, no Centro Sul do Brasil, existe toda uma construção que procura associar tudo de negativo ao nordestino. Eis alguns exemplos: o nordestino é relaxado, gosta de sujeira, é ignorante,etc. Sendo o carrapicho um planta espinhosa que causa muito incômodo, não por acaso, foi associado ao nordestino que no Centro Sul do Brasil, genericamente é rotulado de baiano, ainda que tenha nascido em outros estados nordestinos. Sendo netos de baiano, aliás o meu apelido era baiano, enquanto o Alberto, o meu irmão, Baianão, nos sentíamos bastante incomodados. Naquele tempo, a Bahia não tinha a projeção e o prestígio que tem hoje, e ser rotulado de baiano atualmente, reverteu-se numa vantagem, já que a Bahia é uma espécie de capital cultural do País. Todavia, em aluguns lugares do Brasil, ser rotulado de baiano ainda é negativo.
Assinar:
Postagens (Atom)





















