sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

ASSIM ERA O DIA DAS CRIANÇAS


O dia 12 de Outubro foi instituído no Brasil como o Dia da Criança em 1826, no entanto, em minha infância em São Lourenço, zona rural de Caarapó, na década de 1960, quando eu ainda era uma criança, não era comemorado este dia. Sendo assim, eu e as demais crianças, sequer sabíamos que existisse um dia dedicado para as crianças.
Fazia-se alusão sim a esta data como o dia do Descobrimento da América por Cristóvão Colombo. No entanto, a medida que o Brasil foi se tornando uma "sociedade de consumo" esta data passou a ser largamente difundida como o Dia da Criança. Logo o que a consagrou não foi exatamente uma preocupação com as crianças e sim o faturamento das indústrias, especialmente as de brinquedo.

O DESPERTADOR DO TIO JOSÉ

Nos anos 1960, 1970 e 1980, décadas que coincidentemente vivi em São Lourenço, então um sertão, poucas eram as pessoas possuidoras de um relógio. As horas eram determinadas de acordo com as projeções da sombra de um determinado ponto de referência (uma casa, uma árvore, etc). À noite a determinação das horas se dava ouvindo o galo ou os pássaros cantarem. Mas havia exceções. O Tio José era um dos raros moradores em São Lourenço que possuiu um relógio despertador que funcionava dandi corda e não a pilha como, normalmente, ocorre atualmente. Assim sendo, quantas e quantas vezes, nas incontáveis visitas que fiz a casa do Tio, fiquei a olhar para aquele relógio, encantado, desejoso de ter um em casa. Hoje ter um relógio não é tão encantador já que em qualquer aparelho (celular, rádio, carro, etc) tem sempre um. Mas agora são outros tempos. Observação: O Tio José a que me refiro, um dos irmãos do meu pai e não o Tio José, irmã de minha mãe, o bom baiano.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

TERRAS, NEM DOADAS

Estes dias estava conversando com a minha vizinha, a Dona Maria, atualmente com 81 anos, e conversa vai, conversa  vem, ela contou a história do seu marido que sempre trabalhou nas fazendas como peão e administrador na zona rural de Caarapó e que ele era uma pessoa muito querida. Alguns fazendeiros, dentre eles, o Zé Teixeira, quiseram recompensá-lo doando-lhes terra. É isso mesmo se dispuseram a doar terra para ele.
Ele não quis, sob o argumento de que ser proprietário não era um bom negócio já que a Cia Mate Larangeiras, cujas posses se estendiam por metade do atual território do Mato Grosso do sul, empresa que mandava e desmandava no então Estado de Mato Grosso, o incomodaria na condição de proprietário.
Com efeito, esta Companhia era abusada já que era de certa forma um Estado dentro de outro Estado, no caso o Mato Grosso. Os indígenas, paraguaios, pequenos agricultores e trabalhadores rurais foram vítimas da ganância de Tomaz Larangeiras - o seu dono - contra o qual os governantes do Mato Grosso não tomavam nenhuma providência.
Aliás tanto poder desfrutado por esta Empresa foi uma das causas que levou a população do sul do Estado de Mato Grosso a lutar pela criação do Estado de Mato Grosso do Sul. 
Ouvindo o relato de minha vizinha fiquei pensando, as famílias que adquiriram terras em São Lourenço nos anos 1950, dentre  elas as famílias Ribeiro e Oliveira, meus familiares paternos e maternos, tiveram muito sorte de não terem sido vítimas da Companhia Mate Larangeiras. 



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O SOBRENOME DOS MEUS FILHOS

Queridos parentes, os meus filhos, todos, sem exceção, não assinam Ribeiro, o sobrenome colocado deles,  pelo meu lado, fiz questão de incluir o Oliveira, herdado de minha mãe. Como a sociedade brasileira é muito machista, os parentes, que tenho pelo lado do meu pai, me questionaram porque eu estava renunciando ao sobrenome Ribeiro? 
Quero dizer que tenho o maior orgulho de pertencer a Família Ribeiro. No entanto, eu percebo que as famílias de nossas mães, por  conta deste machismo ficam colocados em um plano de inferioridade. Esta minha atitude é para protestar contra este machismo. Penso que a sociedade deve promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres. 

domingo, 12 de agosto de 2018

UMA PALAVRA SOBRE O DIA DOS PAIS

Há 20 anos e oito meses atrás, o meu faleceu. No entanto, os seus ensinamentos, valores morais, espirituais e filosóficos continuam vivos, eu diria que estão eternizados em minha memória. Desta forma posso assegurar que ele vive e continua, sob outra forma, sendo um dos meus grandes orientadores em cada passo que dou.
Aos demais primos tenho a dizer, os seus pais, foram pessoas fantásticas, porque não mediram esforços para educá-los a serem íntegros, honestos e éticos. Parabéns a todos os pais da nossa numerosa família,

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

TIO DITO E FAMÍLIA

 Há um ano atrás faleceu o Tio Dito. Quero dizer que, na condição de espírita kardecista, não creio na morte. Apenas ele está vivendo numa outra dimensão e realizando atividades que o  conduzirão gradativamente a sua perfeição nos aspectos intelectual, moral e espiritual.
Portanto, não precisamos nos entristecer, nem nos deprimir, em algum momento nos encontraremos. Aliás, a lembrança de sua passagem pela Terra, é em si mesma, uma espécie de encontro.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

SAIU COM A BARBA FEITA APENAS PELA METADE

Relato aqui um fato que não sei dizer exatamente com qual dos filhos do nosso avô Luis Baiano ocorreu. Acredito que foi com o Tio Sebastião, mas certeza, advirto eu não tenho. Sei apenas que ouvi esta história contada pela minha avó paterna, Purcina Ferreira. Ei-la:
Alguém que também não sei quem é,  estava fazendo a barba deste tio e eis que apareceu algo para ser feito e o nosso avô chamou  aos gritos pelo nome deste tio que estava fazendo a barba, que por sinal, estava feita apenas de  um lado. E uma ordem de Luís Baiano tinha que ser cumprida imediatamente a qualquer custo. Pois bem este tio levantou-se e foi cumprir a tarefa determinada pelo nosso avô, pouco se  importando  com a comicidade da cena. O mais importante era não cair na ira de Luís Baiano. 
Este é mais um relato que revela o temperamento do nosso avô.