segunda-feira, 18 de junho de 2018

OSMAR

Osmar de Oliveira, era o filho mais novo de Tio Zé Baiano e a  Tia Ana Lopes, a primeira esposa do Tio, que morreu vítima de câncer no Saverá (Caarapó- MS). Não demorou muito o vô Luís Baiano comprou uma fazenda em Cáceres, Mato Grosso, e o Tio Zé Baiano, a exemplo dos outros filhos de Luís Baiano se mudou para aquele Estado. O Osmar morreu muito jovem a exemplo da sua irmã, a Ivani.
Quem tomou conta dele e dos demais irmãos, por muito tempo, foi a Dona Tereza, mãe da primeira esposa do Tio Zé Baiano, a Tia Ana. Mesmo depois do Tio Zé Baiano ter se casado com a Tia Fia, uma cacerense, a Dona Tereza morou por muito tempo em Cáceres, e, durante todo o tempo que esteve lá cuidava com grande zelo dos netos. 


Osmar, quando era bebê.

ALTAIR E ESPOSA

Altair Oliveira e sua Esposa,  Lindaura Silva de Oliveira. Ao casal desejamos, todos nós, da Família Oliveira,  que percorra 50 anos de convivência, seguindo assim, os passos do Tio Lilo e da Tia Iracy, primo Altair.


UM MOMMENTO DÍFICIL PARA O JOÃZINHO.

Temos da esquerda para a Direita: Altair Oliveira (filho do Tio Lilo), Aparecida Maria Oliveira e João  Oliveira (popular Joãozinho), ambos filhos do Tio Zé Baiano. O Joãozinho está vivendo um momento difícil, haja vista que, no momento está sem a visão. Mas ainda assim, pousou para esta foto, demonstrando que a vida continua e os desafios serão enfrentados. Que Deus te dê muita força Joãozinho.


TIOS LILO E IRACI, 50 ANOS DE CASADOS


Tio Lilo ou Arcenilio Plinio de Oliveira e Iraci Cardoso de Oliveira selando os 50 anos de casados com um beijo, sob os aplausos do filho do casal, Altair de Oliveira. Realmente é um feito histórico que merece ser comemorado. Que venham os outros 50 anos, queridos tios.


domingo, 17 de junho de 2018

A MARCHA PARA O OESTE UNIU OS RIBEIROS A FAMÍLIA DE LUÍS BAIANO



EM 1943, o então presidente Getúlio Vargas, assinou o decreto criando a Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND). Por conta desta reforma agrária em nossa região,  dez mil famílias  foram assentadas em Dourados, oriundas de vários estados e regiões brasileiras: Minas Gerais, Goiás, São Paulo e  milhares de nordestinos. Também imigrantes sírios, paraguaios, italianos e japoneses. Só de japoneses, graças ao acordo feito na época entre o governo brasileiro e do Japão, mil famílias foram assentadas em Dourados.
Pois bem, neste contexto, se inserimos nós, oriundos de nordestinos. Os Ribeiros (Augusto Ribeiro, Purcina Ferreira e  filhos) todos nordestinos que,  no ano de 1954,  se estabeleceram no município de Itaporã, então um distrito de Dourados. Seis meses depois foram morar em São Lourenço, Caarapó. Por outro lado, Luís Antônio de Oliveira (popular Luis Baiano) e sua esposa Maria Rosa Oliveira, nascidos na Bahia, para cá se mudaram com os filhos. Este casal adquiriu terras em São Lourenço e para cá se mudou, sendo acompanhados pelos filhos.


Maria Rosa de Oliveira (Maria Baiana)
Luis Antônio de Oliveira (Luís Baiano)

Já morando em São Lourenço, Epifânio Ribeiro (meu pai) filho de Augusto Ribeiro e Purcina Ferreira conheceu Izaura Ribeiro de Oliveira (filha de Luís Baiano e Maria Baiana) com quem mais  tarde começou a namorar e finalmente casou-se, e, desta forma um laço de parentesco e de amizade se estabeleceu entre as duas famílias (Ribeiro e de Luís Baiano).
O interessante é que no início, a minha avó paterna (Purcina Ferreira), não queria de jeito nenhum que o meu pai se casasse com Izaura, já que a imagem construída sobre o Luís Baiano, era a de ser  muito ignorante e mau. Ignorante, sim, mau não. E a minha avó temia pela vida, naturalmente de seu filho,  o Epifânio Ribeiro. 

Purcina Ferreira e Augusto Ribeiro

Lembrete: Luís Baiano, primeiramente morou em São Lourenço, depois em Nova América e finalmente no Saverá, próximo a Caarapó. onde comprou uma fazenda para qual se  mudou juntamente com todos os seus filhos. E no início da década de 1970, comprou terras no muncipio de Cáceres,em Mato Grosso, mudando-se mais uma vez com toda a família. 

sábado, 16 de junho de 2018

OS MUTIRÕES EM SÃO LOURENÇO.



Nos anos 1950 e 1960 a estrada que ligava o São Lourenço a Nova América, Caarapó e Dourados apresentava-se  muito precária.Esta estrada atravessa o Córrego São Lourenço, sendo que nas duas margens deste córrego existe uma planície com extensão de aproximadamente  300 metros em cada lado  e que nas décadas citadas, era extremamente pantanosa, haja vista que, naquele período histórico, o São Lourenço ainda estava coberto de matas e, como se sabe, onde existem florestas, o reservatório subterrâneo aquático é muito mais raso, mais próximo mesmo da superfície terrestre, porque a água é puxada pelas raízes das árvores. 
Assim sendo, nesta planície, as águas ficavam acima da superfície terrestre, alagando-a, formando extensos pântanos. Alguém que se propusesse atravessá-la com algum veículo, era quase certo que atolaria. Até tratores muitas e muitas vezes atolaram ao atravessá-la. Sendo mais claro, mesmo a pé, atravessá-la era um grande desafio.
E, naquele período a Prefeitura Municipal, primeiramente de Dourados, já que  até 1958, Caarapó era um Distrito de Dourados e mesmo  depois da transformação deste  distrito em Município,  a Prefeitura de Caarapó, não se fazia presente prestando  serviços em benefício dos camponeses residentes em São Lourenço, dentre eles, abertura e manutenção desta estrada.
Diante disso os  camponeses tiveram que realizar a  manutenção e os melhoramentos nesta estrada, o que fizeram, recorrendo aos mutirões. Dentre as famílias que participaram destes mutirões podem ser citadas a dos Ribeiros, dos Lopes, a de Luís Baiano, do Pascoal, do Seo Agostinho e outros.
Os camponeses constituíram diversas equipes: a de roçadas, a que abria valetas visando a drenagem desta planície pantanosa,  pela colocação de pedras nos atoleiros (buracos) e a de alimentação, constituída pelas  mulheres dos camponeses. E desta forma lograram êxito  em romper o isolamento que São Lourenço estava condenado a sofrer em relação a Nova América, Caarapó e Dourados, caso não fizessem nada. 
Lembrando que os camponeses  precisavam ir a um destes lugares para comercializarem o excedente de suas respectivas produções agrícolas, em especial a de arroz e comprarem alguns produtos industrializados: açúcar, querosene, farinha de trigo, fumo caipira, farinha de mandioca, enxadas, foices, machados, etc. 
E estes mutirões contribuíram para aproximar estas famílias e estabelecer um espírito de cumplicidade entre elas, uma relação que pode-se dizer de parentes.  Era como se,  em São Lourenço, existisse uma única família. 
Era muito bonito  ver o momento em que as famílias paravam para as refeições. O cardápio era constituído por ovo frito, farofa, arroz, feijão, carne de frango, café, bolo de milho. Porém, como eram preparados por diversas cozinheiras, o tempero das refeições era diferenciado. E os camponeses, num espírito de muita camaradagem, de cumplicidade e de partilha, saboreavam as refeições preparadas por todas as cozinheiras e, ao saborearem pratos com temperos diferentes a comida ficava mais apetitosa. Ou seja, as paradas para as refeições, se constituíram  em momentos de festas, de confraternização e que marcou indelevelmente a todos àqueles que viveram estes momentos, além de ter contribuído para selar um clima de muita confiança entre todas as famílias camponesas residentes em São Lourenço.
Observação: quando alguma das famílias camponesas precisava plantar ou colher em tempo record, muitas e muitas vezes, recorreu-se aos mutirões.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

GABA, UM SOLITÁRIO

Izaurino de Oliveira, (popular Gaba), filho de Luís Baiano,  ainda criança sofreu uma queda, acidente que afetou o seu cérebro e por conta desta queda, durante toda a sua vida apresentou deficiência intelectual. Por conta disso nunca pode casar-se e quando moço apaixonava-se por todas as moças que via. Costumava dizer que estava namorando-as, claro, que elas de nada sabiam. Eram coisas que ele punha na cabeça e cria que fossem reais. Esta deficiência intelectual o irritava muito e somada a impossibilidade de namorar, casar-se, constituir uma família, fez dele uma pessoa muito rebelde. Por tudo isso praticava pequenas malvadezas, especialmente com a sua mãe, a Maria Baiana. 
Mas mesmo sendo muito um rebelde, temia o seu pai, o Luís Baiano, em virtude deste também ser muito nervoso (esquentado), sendo assim contra este nada aprontava. Agora
 com a Vó Maria, quando ela pedia, por  exemplo, para  capinar as ervas daninhas do jardim da casa em que moravam, ele propositalmente capinava também as flores.