sexta-feira, 29 de junho de 2018

O DRAMA DO TIO JUSCELINO


o Tio Juscelino quando estava prestando o serviço militar obrigatório, ou como é dito popularmente, servindo o Exército Brasileiro, teve a infelicidade de disparar acidentalmente a sua arma, um Mosquetão,  que culminou com a morte do soldado atingido pelo disparo de sua arma.
Como o Tio era uma pessoa de bem, nunca mais foi o mesmo depois desta tragédia. Tornou-se uma pessoa triste, distante mesmo. Constituiu família (mulher e filhos),  mas o fato de em um fatídico dia, ter tirado a vida de alguém, na condição de cristão que era, o tornou em certa medida, numa pessoa infeliz. Ouso dizer que este acidente se refletiu na relação dele com a família, amigos e conhecidos. 
Da minha parte, pouco convivi com os parentes maternos, assim sendo, pouco sei sobre o Tio Juscelino, mas confesso, gostaria muito de ter tido uma convivência maior com ele e, quem sabe, em alguma medida, ter contribuído para que  a dor no peito (dor moral) que ele carregou pelo resto de sua vida após este acidente, tivesse causado menos tristeza a ele.

EDUCAÇÃO PARA O PATRIOTISMO OU PARA O SOFRIMENTO?

Lorraine, o seu filho, Bernardo e o seu Marido, o Herbert. Quero aqui fazer a seguinte pergunta, Lorraine: vocês estão educando o meu neto a ser um patriota ou  a sofrer desde cedo? Estou no aguardo da resposta.

domingo, 24 de junho de 2018

BAIANO E BAIANÃO


Nos anos 1960 e 1970, período que morávamos em São Lourenço, o preconceito contra nordestinos no Centro-Sul do País era muito maior do que é atualmente.  A causa de toda esta animosidade que contrapõe nortistas e sulistas  (popularmente  a divisão regional brasileira se reuduzia a região Norte e Sul, isto durante praticamente todo o Século XX). 
A sociedade brasileira em meados do Século XX era predominante analfabeta, especialmente no meio rural, assim sendo, desconhecia a divisão regional adotada pelo IBGE e ensinada nas escolas, quais sejam,  Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. 
O povão reduzia o Brasil a duas regiões: Norte e Sul, Aliás, a música " A TRISTE PARTIDA", interpretada pelo cantor nordestino, Luis Gonzaga, utiliza esta expressão,  em um trecho : "entonce o Nortista tão forte, vai ser escravo no Norte ou no Sul".
A causa deste preconceito e aversão recíproca entre os nordestinos e o Centro Sul do Brasil, historicamente, explica-se pelo fato de no Nordeste Brasileiro, no período colonial estar localizado o poder político econômico e político do País, ciclo da cana-de-açúcar. Não por acaso, a capital brasileira era Salvador. 
Todavia, a crise da atividade açucareira no Nordeste deslocou o poder político e econômico para o Estado de São Paulo, mais precisamente para a burguesia cafeeira. A partir de então foi estabelecido um clima de disputa pelo poder político e econômico no País. Da parte  do Nordeste a luta se dá visando recuperá-lo. No Centro Sul, liderado pelo Estado de São Paulo, a luta se dá no sentido de mantê-lo.
Por conta disso ao longo do tempo foi se construindo todo um discurso de preconceito e a discriminação tanto no Centro Sul como no Nordestre de uma região contra a outra. Não por acaso, no Nordeste, os nordestinos quando querem desqualificar alguém o chamam de Paulista. E no Centro Sul, quando se deseja desqualificar um nordestino, é só  chamá-lo de baiano.
No Sul do antigo Estado de Mato Grosso, atualmente Estado de Mato Grosso do Sul, o qual sofreu um colonialismo cultural paulista, não por acaso a maioria dos seus habitantes torcem para os times paulistas, enxergam São Paulo como Estado Modelo, e claro, reproduzem o preconceito contra nordestinos.
Trazendo esta discussão para o contexto doméstico, ou seja, o São Lourenço, quando o desejo era desqualificar alguém que cometia um erro, expressava um ponto de vista equivocado,etc.,  dizia-se: "você parece que é baiano". 
O carrapicho, uma erva daninha e espinhosa e até certo ponto odiada, não por acaso, é conhecida popularmente como "bosta de baiano".
Logo ser apelidado de baiano em nosso Estado era constrangedor. E eu e o Alberto por sermos netos de Luis Baiano (meu vô realmente nascera na Bahia),fomos carimbados com os  apelidos:  Enio(Eu, de Baiano e  o Alberto ,Baianão, verdade seja dita, nos sentíamos bastante constrangidos. No entanto, com o  passar do tempo aprendemos a administrar esta situação e, modéstia a parte, tiramos de letra.
 E vejam queridos parentes, como são as coisas, hoje, a Bahia exerce o papel de uma capital cultural do Brasil, especialmente, Salvador, na música, carnaval, etc. Atualmente ser denominado de baiano significa diante do novo contexto um elogio, "status" mesmo.  

sábado, 23 de junho de 2018

VISITA AO MUSEU HISTÓRICO DE DOURADOS

vvv
Visita que fiz com o meu filho caçula ao Museu Histórico de Dourados no ano de 2016. Ele gostou muito do que viu e aproveitou bastante a visita  para conhecer um pouco mais sobre a História de Dourados.



EU E O MEU FILHO, O DANILO

Foto com o meu filho, Danilo (20 anos), em um monumento erguido em uma praça pública da cidade de Pedro Juan Caballero (Paraguai), em homenagem aos soldados paraguaios que lutaram na guerra do Chaco (Pantanal aqui no Brasil). Esta guerra envolveu o Paraguai e a Bolívia.

A ESPERTEZA DO TIO LILO


Luis Baiano quando comprou terras em Mato Grosso (uma fazenda), de imediato não mudou-se para lá. As terras estavam ainda virgens e eram muito isoladas da cidade. Por conta disso, primeiramente foram os seus filhos, sem as famílias e  tomaram as primeiras providências visando ocupar  aquelas terras. Providências como construir casas, abertura de estradas, início da derrubada de parte das matas existentes na fazenda, etc. 
Por conta disso era uma região muito  doentia e dentre as doenças muito comuns, a febre malária, era uma delas. Os seus filhos dormiam em redes e ficavam totalmente expostos as picadas dos mosquitos transmissores desta doença. No entanto, o Tio Lilo, bastante esperrrrrto levou um mosquiteiro com o qual cobria-se durante a noite, e graças a este cuidado safou-se de contrair as doenças, ao contrário dos seus manos.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

ASSIM ERA O TIO SEBASTIÃO

 Em 1996 fui visitar pela segunda vez os primos e tios residentes em Mato Grosso, pertencentes, óbvio, a Família Oliveira. Chegando a fazenda que fora de Luís Baiano e Maria Baiana, me hospedei por alguns dias por lá. Em um desses dias ocorreu um jogo de futebol. O Tio Sebastião era um dos jogadores. Mas a preocupação dele não era exatamente a mesma demonstrada pelos demais jogadores, para os quais,  embora fosse uma brincadeira, era importante vencer o jogo. 
Para o Tio Sebastião a preocupação era dar um drible no estilo Mané Garrincha em alguém. Depois de inúmeras tentativas ele conseguiu o seu intento. 
Ao conseguir dar o inusitado drible, sentiu-se totalmente realizado, o mais feliz dentre todos os seres humanos do Planeta. Sentou-se na beira do campo e deu gargalhadas e mais gargalhadas.  Para ele o jogo encerrara a partir deste momento.