segunda-feira, 1 de março de 2021

QUE SONHOS PASSAVAM PELA CABEÇA DESTA BAIANADA?

 

Revendo esta foto, fiquei a me perguntar, quais os sonhos que passavam pela cabeça dos nossos tios pais, neste período? Todos ainda muito jovens e cheios de vida. Num momento de prosperidade econômica, as fotos ao fundo: caminhão 1311 e da camioneta C-10, comprovam isso. 

Aos mais jovens (primos, filhos e sobrinhos) da família da baianada e que não eram nascidos  ou eram muito crianças, portanto, não atinavam para a realidade dos anos 1970, saibam que neste período histórico, poucos eram os que podiam comprar carros e caminhão entã!!!, nem pensar... e não eram latas velhas, eram veículos em perfeito estado de conservação.

No entanto, como o Luís Baiano, foto abaixo era um homem muito rude, esta boa condição financeira não se traduziu em bem estar e qualidade de vida para ele e esposa, bem como para os filhos. Uma pena. Luís Baiano era daqueles que achava que a família deveria se dedicar apenas ao trabalho. A diversão dele e só pra ele, caçar especialmente veados e perdizes. Tanto é que ele contava com cães, cujas raças eram ou de perdigueiros ou caçadores de veados. E creiam, ele os tratava muito bem, muito melhor do que aos próprios filhos. Não defendo, evidentemente, maus tratos aos animais e igualmente, não aprovo maus tratos aos seres humanos, sensibilidade que faltava ao Luís Baiano.

Todavia, Luís Baiano, é um homem que foi o que foi, porque é produto do seu tempo, em condições muito duras e ingratas. Todavia, era capaz em alguns momentos de gestos muito humanos. A minha madrasta a, Lurdes Gabriel, nascida em uma família muito pobre e,  ao saber da situação da situação desta família, Luís Baiano ordenou que todos os dias, alguém desta família poderia pegar leite que ele tirava de suas vacas leiteiras, sem pagar nada. Reitero que esta família não era parente e nem trabalhavam nas terras de Luís Baiano.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

LORRAINE, A ANIVERSARIANTE DO DIA

 


Parabéns filha!! Feliz aniversário e que tua caminhada seja coroada de sucesso e da persistência necessária para encarar os obstáculos, não como problemas, mas sim oportunidades de se qualificar ainda mais para os desafios que estão por vir

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O DIGITADOR ERA O CARA

 De volta a um passado não tao distante, pra ser mais exato, década de 1980, aqui em Dourados e de resto, em todo o Brasil, a pessoa que soubesse digitação, era contratado na hora pelas grandes empresas, recebendo altos salários e com direito a viagem de avião para dar assistência a estas empresas (matriz e filiais).

Pra quem se lembra, os computadores funcionavam com base no DOS, um programa que exigia códigos e mais códigos para se efetuar a digitação, diferente do windows, uma janela em que o digitador utiliza muito o mouse.

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

FUTEBOL: As famosas peladas


 Parentes esta foto  retrata  como eram as peladas de futebol, na zona rural, onde vivemos, grande parte dos primos da Família Oliveira e Ribeiro.bem como de outras famílias, num lugar denominado  São Lourenço, em Caarapó (MS), no período compreendido de 1950 a 1990.

Percebam que as traves eram feitas utilizando madeira, cujo tamanho era bem menor do que o das traves oficiais e os jogadores entravam em campo com calção, calça, descalços, sapatos. Muitas e muitas vezes, a bola era feita com uma meia cheia de papel, ou um capotão de bola da marca Drible, cheio de pano ou papel. Quanto tínhamos a feleicidade de termos uma bola nova, a festa era completa. 

As peladas se por um lado eram ridicularizadas, por outro lado, revelaram o quanto eram democráticas, haja vista que todo mundo, rico ou pobre, com chuteiras, sapatos ou mesmo descalços podiam jogar, com direito a torcida. Muitas vezes tínhamos nas peladas, o grande momento para se fazermos notados pelas meninas. 

No entanto, num aspecto não eram democráticas já que as meninas e mulheres não podiam jogar, sob pena de serem discriminadas perante os camponeses. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

DIFÍCIL ACREDITAR, MAS É A MAIS PURA VERDADE

 Vou relatar fatos típicos do Brasil rural, em meados do Século XX, mais precisamente décadas de 1960 e 1970, e de fatos que eu vivi, em meu sofrido, porém, inesquecível, São Lourenço.

Estou me reportando ao inverno, e hoje, é oportuno abordar este tema, haja vista que está fazendo bastante frio. Pois bem, nas décadas citadas, não tínhamos acesso a energia elétrica como se verifica atualmente. Estas eram disponíveis em baterias ou pilhas e, diga-se de passagem, com preços elevadíssimos, preços, portanto, proibitivos aos pobres.

Não tínhamos geladeiras, quem as tinha, as alimentava a gaz, desnecessário pois, dizer, a custos elevados, logo preços também proibitivos aos camponeses de São Lourenço, por motivos óbvios, que eram pobres. Sendo assim, quando estava muito frio, perguntávamos aos nossos pais, tios ou avós se iria gear? Em sendo afirmativa a resposta,  enchíamos bacias, baldes, canecos e outros utensílios e colocávamos nos telhados de nossas casas para que durante a noite, enquanto geasse, a água colocada nestes recipientes congelassem.

No outro dia, fazíamos a festa saboreando o gelo, provocado pelas geadas. Nossas geladeiras eram, portanto, naturais e se só funcionavam no período de inverno. Pra nós, uma verdadeira festa. Levantávamos cedo, e o cenário era o seguinte: a vegetação coberta de gelo e com camadas bem grossas. Atualmente, as geadas são bem mais fracas. E éramos felizes.


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

O ALTAIR É MUITO CRUEL

 

O Altair, olhando esta imagem vou ser direto, você merece vários puxões de orelha. Perturbando a Tia Maria, quando ela estava trabalhando muito séria, extremamente concentrada. Como ter um sobrinho tão cruel (kkkkkkk)?

domingo, 16 de agosto de 2020

ALTAIR E LUÍS, OS DOIS, ESBAJAM SIMPATIA

 Nesta foto aparecem dois queridos primos, o Altair, filho do Tio Lilo,  e o Luís, filho da Tia Nana. O Altair, como sempre eternizando na forma de imagens (fotos) os bons e valiosos momentos relacionados à Família Oliveira. O Luís, não tive  grande convivência com ele, todavia é uma pessoa pela qual tenho grande consideração. Temos conversado apenas pela wathsapp. A última vez que estive com ele, se não estiver errado, foi em 1982, quando morava em Limeira, no Mato Grosso.

O jeito sereno e de quem não tem peso na consciência, a sua paz interior foi algo que me marcou muito quando o visitei. É a influência de sua filosofia religiosa, o Judaismo. Parabéns Luis. E ao Altair também por mais este registro.
Altair e Luis